sábado, 16 de janeiro de 2016

A SEDE DO POTE

Família é Tudo e Tudo vem de DEUS

Família

Tudo que queremos é saúde, paz e prosperidade.
Tudo que fazemos é proporcionar bem estar   aos
amigos, vizinhos, parentes, amigas, crianças e nossos
bichos de estimação e os silvestres que nos visitam.

A vida é muito mais leve quando compartilhamos amizade
e entoamos mais harmonia entre nós.
Meus filhos são dádivas de Deus.
Mesmo zangados ou sob pressão ainda me dão bons motivos
para seguir.

Minha mãe, aos setenta e sete anos, com um temperamento muito
difícil - desbocada, agressiva convive com uma oscilação de humor
que não é fácil de lidar.

Eu sou Bipolar. Detesto arrogância, maus-tratos e palavrões.
Lido dentro das minhas limitações humanas aos 52 anos com
a verve de uma mãe que não tem ética, que me esculacha, que não
reconhece a verdadeira gratidão do cuidar de quem ao menos nos deu a vida.

Tudo seria fácil para nós se meus dois irmãos fossem mais afeitos a vida dela.
Tanta hostilidade e falta de respeito, resultou em um forçoso abandono deles.
Ninguém a visita, ninguém faz seus filhos a procurarem. Nem o coronel e a sua
prole de sobrinhos lindos e bem educados, nem minha linda irmã advogada -
com a malandragem e a ternura que lhe dá a leveza para suportar sua profissão.

Contudo, estou aqui. Sempre fiz o meu melhor.
Meus filhos foram privados do convívio com a avó
pois não havia lugar na vida dela para nós.
Depois que meu pai foi chamado ao mundo espiritual.
Sonhei que um dia iria retirar do meu coração a mágoa que nutria do desamparo,
da falta de convivência, da torpe consciência que banalizou ou depravou tudo ao
seu redor. Perdoei minha mãe, tantas vezes que não cabe num caderno de mil folhas.

Meu sentimento é gratidão e meu humor é de quem torce para que ela retribua com
palavras positivas, toda a dádiva de conviver comigo e com meus filhos.
Ser filha e ser mãe é uma condição muito boa para quem entende que a Arte está em
conviver, dialogar, fazer o melhor pela outra pessoa que está em casa cuidando para
que vida seja a mais confortável possível dentro do que possuo.

Não quero nada além disso.
A noção de que ser Família é cuidar uns dos outros.
Isto é a presença de DEUS.
Não espero que meus irmãos exerçam esta dádiva pois foram francos
em negarem as necessidades de nossa mãe.
Só rezo a todos os santos e a Deus Pai
que dê a mim e aos meus filhos e esposo a paciência para podermos transmitir verdadeiramente
a minha mãe que TUDO que fazemos de bom e de ruim são apenas o retorno do que fazemos os
outros passar.
Assim, sem cobrar e aceitando a missão de cuidar de nós tento alinhavar um tecido antigo que está
poido e que se chama Gratidão para tornar mais leve e simples o convívio entre mulheres de três gerações
que possuem temperamentos e opiniões diferentes mas que são partícula divina na minha vida.


SOBRE ESTE SEU CRUEL AMOR


Este seu cruel amor pos um punhal no  meu peito;
gelou meu coracao de um jeito com todos os seus bites ciberneticos
e superficiais.
Este seu cruel amor cheio de estratagemas materialista de um dito comunista
que passa a vida se entupindo de falsas ideologias para apaziguar sua vida vazia de sentido. 
Tanto desvio de sentido humano faz apologia ao ocio insano que nada agrega, nada modifica, nada busca sublimar nem tao pouco amar.
Alias este seu cruel amor vaidoso confunde com muito facilidade amar com usar.
Mesmo assim lhe perdoo pela prisao permissiva e mediocre que vive por tanto tempo ao seu lado, iludida e apaixonada via apenas o pouco, a migalha de atencao dedicada a nossa convivencia.
Paciencia, erros cometemos quando nos doamos e acertos tambem.
Seu amor foi uma cilada, amor qual nada!
E ainda assim me perdoo por minha inconsciencia servil, submissa e refem de seu machismo vigarista e usurpador!
Como eu dependia do teu cruel amor!
Como fui doente e insanamente carente de sua companhia e falsa admiracao!
Muita dor senti na humilhacao e descaso, na desatencao diaria ao que eu precisava e a sua total ingratidao a mim e aos meus por auxiliarmos em seus torpes desvios.
Seu cruel amor foi mais vaidade que bem-querer;
Mais acomodacao do que paixao, 
mais preguica do que vontade ou desejo de mim.
Nao existe culpa nisto tudo que descobri sobre seu cruel amor.
Ele era so seu o tempo todo e nunca dirigido a mim.
Portanto dano sofrido na minha ilusao de ser sua sempre,
preciso deletar esse amor tao doente de dentro de mim, da minha cama, da minha casa e memoria.
Caducou ou nem nasceu este amor que tanto cultivei.
Perdao por nao suportar viver com a falsidade, com a falta de interesse gritante sobre a minha felicidade.
Acordei e nunca tive nem sombra de voce ao meu lado, junto de mim.
Perdoa por nao aguentar seus porres, seu jeito torpe, glutao, burgues.
Perdao enfim pela minha credulidade na sua encenacao de amor.
De nos dois no fundo, voce foi o unico protagonista ou ator.
Meu amor era real e nao encenado,
Meu ciume e solidao tambem.
Acabou. finito
Aprendi que relacionamento nao depende de um so.
Voce foi meu ultimo marido,
ainda tao amado, ainda tao querido.
Mas nosso casamento acabou com aquele estupido tapa no meu rosto
no dia 5 de outubro de 2014.
Fique com seus credos, manias e taras.
Fico com boas recordacoes.
Dowload so do que foi bonito.
Daquilo que foi vivido e nao dito
demonstrado nao divulgado
exercido nao narrado
Aquilo que existiu nao que ficou na nossa ilusao.
Para sempre, muito obrigada por me acordar para minha beleza, minha saude e missao natureza.
Nunca mais vou buscar amor onde apenas existe ressentimentos e vaidades.
Siga em paz
Vida longa.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Amãedurecendo

Ainda lembro das cantigas que fiz para ninar meus bebes
na madrugada de 19 de abril de l985, amamentando     um
menininho abençoado, cantarolava canção popular que dizia
assim:
A ovelha traz a lã com o orvalho da manhã
Para alegrar o menino, uma cabra toca o sino.
E a cantora sabiá, se esgoela de cantar.
A aranha costureira tece uma roupa ligeira.
A galinha põe o ovo que já fica para o almoço.
E a vaca o que é que quer? Trazer o leite pro café.
Se o menino não se cala nem se a borboleta embala
A mãe sabe consolar, dando o peito pra mamar...

O saudade daquela inocência sagrada. Presente
de Deus até os dias de hoje na minha vida.

Depois, no dia 1 de agosto de l997,
mes e  meio adiantada, surge do meu ventre a estrelinha
Karina. Um amor de menina. Anjo e companhia para os dias que a
minha maturidade certamente irá cuidar e se deixar cuidar
Nas madrugadas que sentia muita cólica, eu fiz uma outra canção 
que dizia assim:
Vem meu anjinho da guarda
Iluminar minha estrada
Vem meu anjinho amigo
Vem brincar junto comigo
Ah... Anjinho amigo 
vem ficar junto comigo
vem sentir um soninho
vem sonhar meu doce anjinho.
Cantarolava até a cólica passar  e minha menina dormir.
Neste ano de 2014
Vendo meus filhos crescidos, sinto saudades das falas atropeladas,
das manhas, das risadas dobradas.
Sinto saudade da infância.
Me sinto mais madura e criança.
Contente com o amor que aquece dias frios e solitários.
Feliz pela vida que eles trilham
Orando a Virgem Maria que os mantenham protegidos no seu 
santo manto.
Canto o meu pranto de alegria e gratidão
Amãedurecer é seguir com eles a vida que Deus nos reservou.
E eles vão e vem mas jamais sairão de dentro do meu coração.
Amor de mãe é assim. Gracioso, leve, as vezes meloso demais.
Mas tudo que preciso da vida é dessa convivência amorosa que
me fortalece e me dá forças para enfrentar um leão por dia 
e um dia de cada vez.
Maturidade com ternura é permanecer com o gosto de bala na boca,
sorriso tranquilo e olhar esperançoso. Que venham os netos. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

DG

DG 
Por onde for, dance para os anjos
deixe envergonhados os demonios que tiraram sua vida.

Inspire a juventude a ter bossa suing atitude.
Seja sempre o mentor de sua galera. A galera do passinho
Voe sozinho e em bando

Mande muita alegria para todos os cantos do nosso Brasil.
Vire a estrela brilhante e reluzente que sonhou ser e foi.

Mande luz para as nossas comunidades e aqueca nossos coracoes
com sua coragem.

Estaremos juntos em um canto no planeta ou na via lactea.
Por enquanto somos apenas saudade e esperanca por Justica em memoria do seu amor pela Danca e por seu trabalho.
Haja o que houver, seja sempre este menino que nos ecantou e esquentou nossas tardes de domingo.
Esteja em paz. Fique com Deus. Muito obrigada por tornar nossos domingos mais alegres.
Com carinho de professora e mae, Katia da Luz

domingo, 5 de junho de 2011

Ao Meu eterno Namorado

Então é assim...
Tudo que mais sonhei de repente é
a mais pura realidade.
Tenho muito a agradecer a Deus
Ter a sua presença na minha vida,
sua companhia, seu amor e carinho
são as bençãos mais reais e mais sinceras.
Espero que este dia dos namorados se repita
muitos anos daqui pra frente.
Eu desejo que você seja muito feliz ao meu lado,
que tudo de bom aconteça contigo e que o nosso
amor seja sempre eterno e forte,
eu te amo
Kátia da Luz

quinta-feira, 10 de março de 2011

Saudades de Você

Deus deve estar muito feliz:
ganhou um anjo muito valioso,
jovem, cheio de luz, criativo,
amoroso, sábio e ávido de compaixão.

O céu ganhou uma estrela capaz de
fazer brilhar uma galáxia.

E nós perdemos a sua doce companhia
a sua alegria e seu bem-querer.

Deus devia estar muito carente
para permitir que você nos deixasse tão cedo.

Esperamos pelo dia em que em paz, nos reuniremos
junto ao Pai e nos reencontraremos contigo.

Seja luz, minha filha querida, te amaremos sempre.




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

NÃO HÁ MAIS NADA?!

DEPOIS QUE ME ENVOLVO NA QUARESMA,
IMPOSSÍVEL ACREDITAR QUE RESTAM APENAS
CINZAS.
TUDO É FONTE DO LAGO DE UM AMOR IMENSO.

LANÇO-ME NESTAS AGUAS PROFUNDAS.
SOU PEDAÇOS E FARELOS DE TODA A EUFORIA.
REPOUSO-ME NESTA VIVA FONTE DE AMOR ACOLHEDOR,
NESTE INCENSANTE MOVIMENTO FLUIDO,
AGRADECIDA DE TER SOBREVIVIDO AS INTEMPÉRIES,
AO ABANDONO DE MIM MESMA NA CARNE QUE NÃO PENSA...

VIBREI E REFLETI AS ACONTECÊNCIAS DO MUNDO NESTE CARNAVAL.
MAS APROVEITEI MINHA SOLIDÃO COM DEUS... SEMPRE EM SUA COMPANHIA E PRESENÇA.

NESTE CARNAVAL,A VIDA FOI MAIS UM APRENDIZADO.
TEMO O AMOR DE DEUS, SOU COM ELE.
TENHO PROPOSITOS DE RECOLHER
MEU ESPIRITO EM MANSIDÃO...

NECESSIDADE E REFLEXÃO E DE SILÊNCIO
DE QUEM NÃO ESTEVE MORTA MAS É RESPONSÁVEL POR SUAS ESCOLHAS MESMO QUE INCORRETAS.
EU DIVIDO COM DEUS A MANEIRA MAIS ABENÇOADA DE SER
E A MAIS ELEVADA AGORA.

SALVEI MINHA VIDA, SALVEI A VIDA DE UM COMPANHEIRO COM FEBRE E DOR, OPORTUNIZEI LUZ E CALMA NA VIDA DO MEU FILHO E CONTIVE MEUS DEMÔNIOS EM LUGAR DESABITADO DE VIDA, BELEZA E CALOR HUMANO.
NO INFERNOO DE MINHA POSSESSÃO GRAÇAS A DEUS ADORMECIDA COM AJUDA DE REMÉDIOS PSIQUIATRICOS E ORAÇÃO.

NÃO MAIS AGREDIR O QUE NÃO CONCORDO OU CEDER A INJURIOSAS CALÚNIAS.
EU ME DEDICO AO QUE É BOM NA MINHA VIDA E AO QUE É BOM NA VIDA DAS PESSOAS QUE ME TEM CONSIDERAÇÃO E AMOR OU DAS QUAIS DEPENDO.

ESTOU EM SEGURANÇA ESPIRITUAL PARA ACEITAR AQUILO QUE NÃO CONCORDO E NÃO POSSO TRANSFORMAR E EM SEGURANÇA PARA CRER E PROSSEGUIR MODIFICANDO POSITIVAMENTE A VIDA HUMANA EM MIM E NO MEU PROXIMO.

ESTABELECENDO ATITUDE POSITIVA MESMO COM INFORTUNIOS E ACERTOS QUE A MIM PERTENCEM...
EVOLUIR É O UNÍCO OBJETIVO.

DAS CINZAS AO UNIVERSAL E DIGNO AMOR DE DEUS.

POR UM MUNDO SEM ÓDIOS E PACIFICADOR,
EM MEMÓRIA DO MEU CÁRCERE E DA MINHA EXPERIENCIA EM CRISTO JESUS.

AMAR E VIVER AINDA SÃO OS MELHORES VALORES A BUSCAR
E O MELHOR APRENDIZADO A FAZER.

ENTÃO NÃO HÁ MAIS NADA, APENAS CINZAS? NÃO É VERDADE.
TEMOS A OBRIGAÇÃO DE SERMOS FELIZES COM O QUE SOMOS
E DE LUTARMOS PARA MELHORAR A CONDIÇÃO HUMANA NA TERRA
ENQUANTO VIVERMOS,
COM RESPEITO AS DIFERENÇAS ETNICAS, CULTURAIS, SEXUAIS, ECONOMICAS E SOCIAIS E GLOBAIS.
SOMOS MUITO MAIS DO QUE SABEMOS SER.

HÁ MAIS VIDA ABUNDANTE NO SILÊNCIO DO QUE NA SOFREGIDÃO.
SOFRER NÃO MAIS. CURAR-NOS É O QUE NOS RESTA!
FELIZES OS QUE EXPERIMENTAM PERDOAR PARA SEREM LIBERTOS DE SEUS INFORTUNIOS E SEREM ABENÇOADOS EM SUAS VIDAS.
KÁTIA DA LUZ (QUARTA-FEIRA DE CINZAS FEVEREIRO 2010)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

FRAGMENTOS DA MINHA ESTÓRIA DE VIDA CONVIVENDO COM BIPOLARIDADES


"Os homens anseiam uma condição sublime.
Não à toa, inventaram Deus: para que Deus os criasse.
Concebemos Deus justamente porque buscamos nos proteger do acaso"
Ferreira Gullar



Eu era uma tiete ! Uma traça entusiasmada por este ícone da arte e da poesia moderna e contemporânea brasileira!
Deslumbrada demais! Confesso que ainda conservo esta jovialidade e admiração por Poetas Nossos, brasileiros!
Por poetizas nossas!
Fervor de quem gosta de maracatu, reizado, capoeira, contação, recriação e história de pessoas e comunidades.
Mas na ocasião que ingressei no Serviço Público Federal, pelo Serviço Brasileiro de Teatro da Antiga FUNARTE, acreditava apenas no talento daquele encanto DE SER HUMANO LONGELÍNEO como um risco de lápis,comprido e caricaturizado por mim muitas vezes.
Ai... ainda tenho verve de quem brinca e arremeda pessoas.
Esta riqueza e diversidade do Brasil que a sua literatura e pessoas me inspiram e inspiram muito mais gente por ai mundão a fora.
Fico, ainda, com o sentimento tocado, como quando ouvia as letras e canções de Milton Nascimento,do Caetano Veloso e do Luis Melodia.
Como ainda hoje me emociona de modo intenso e singular as vozes de Elis, de Mercedes e das Marias, de Rita até de Elisete.
Pra ser sincera, eu acreditara ser possível transformar a dor dos pobres, seu sofrimento em rebeldia, poesia e a arte; Talvez até ALEGRIA! Achava que isto era o que me bastava e me movia e me prendia.
Era o que me soltava e prendia às transgressões que nem eu mesma as entendia.
Tantos os motivos na razão dos comunas e tanta intolerância, castração e silêncio contra a minha geração.
Mas aderia ao novo e o fazia sem culpa ou castigo - por puro senso de rejuvelhecer.
Assim, queria começar a contar minha estória cheia de deslizes e acasos e de euforia, pequenas conquistas, muito trabalho, ganhos e perdas e solidão. Mas gostaria de acrescentar que,MINHA VIDA COM DEUS é absolutamente rica,mas controversa.
Plena de amor,
companheirismo, ética, mansidão e furor.
Busco a paz para tudo e desejo de tudo de bom para quase TODOS.
Eu não sou consultora de anjos, nem recebo fax dos Céus ou email de Deus.
Apenas falo que sinto a presença de DELE dentro de mim, de vez em vez.
Se eu fosse mais calma e menos ansiosa ou agitada, talvez DEUS me habitasse mais durante o dia e durante as noites longas de insônia hoje produtivas.
Sentir Deus, para mim, é ter sensibilidade para acreditar que o homem é capaz de ter vaidades tão sublimes que nos transformam em dependentes de suas criações como Deus que o habita e o habilita a fazer bem aquilo que sabem bem fazer na vida: Deus é DOM!!!
Este pedaço do meu livro eu vou dedicar a alguns amores.
Minha alma hoje é cheia de estrelinhas. E estrelas são também pessoas que cruzam feito cometa em minha vida ou se fincaram no solo do meu coração cheio de bem querer.
Não sei como dar este primeiro passo mas estarei dando o passo mas do tamanho da minha perna e do meu fôlego, na minha intensaIDADE e capacidade de expressão.
Assim, peço permissão ao Deus que acredito para compartilhar com qualquer pessoa algumas memórias enquanto vivo.
Preciso escrever para viver e viver mais feliz depois de me reescrever e reorganizar minha vida por minha propria capacidade de me adaptar as oscilações dos meus humores e das intensões e humores alheios aos meus.
Obrigada por partilharem deste pedaço de mim escondido, tão comigo. que quase me esqueci de lhes oferecer.
Deus abençoe a todos nós,
Prazer em conviver com a VIDA.
Kátia da Luz,

Em memória dos meus avós, tios e amigos.
Com gratidão, ao meu pai e mãe e irmãos.
Ao Sergio e ao Mateus por sempre luzes em minha vida.
Ao José Carlos por ser quem sempre foi e por ser sempre gentil comigo.
A Karina toda a minha amorosa dedicação e a alegria de convivio.
A Shayka e a sua filhote Bilu cadelas que compartilham da minha montanha russa afetiva.
De uma pessoa sempre em construção do seu presente com mais gentileza e senso de realidade hoje é FÉ NO FUTURO com a Graça de DEUS. Obrigada,
Kátia da Luz

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sobre as Mulheres do Sintrasef

Nós mulheres do SINTRASEF
estamos todas na vida.
Não somos bandeiras emblemáticas,
nem serenas ou mesmo estáticas.
Estamos sempre em movimento.

Somos mulheres sindicalistas,
agentes da transformação do nosso tempo.
Nem burguesas, nem artistas.
Camponesas ou cientistas.
Tão pouco santas ou Estadistas.
Somos a força motriz desta mudanças em ciclo
natural de vida, da lida, da luta, movidas por esperança
consciência, resistência política e senso de humor.

Somos novas luas para inspirar a unidade de nossos companheiros
de jornada, pela justiça ao reconhecimento de nosso trabalho e para
garantir que tenhamos melhores tempos.

Felizes com o que somos, sempre cuidando de todos os sonhos,
com toda a dedicação e atitude solidária.
Somos missionárias do tempo onde não há conformismo com a
condição de exploração do ser humano por sistema econômico, político ou religioso.
Defensoras da democracia, lidamos com a diferença e temos senso de liberdade para
preservar com nossa coragem todas as reivindicações dos que são usurpados pelo Estado.

Somos aprendizes da vida, com a luta encantamos a nova geração.
Somos massa de trabalhadoras atuando para melhorar a Nação.
Bravas valentes guerreiras,
mulheres brasileiras a serviço de um mundo mais fraterno e melhor
Mães, donas-de-cas,docentes, pedreiras, engenheiras, cientistas ou atendentes
das políticas do Estado para os seus cidadãos do ontem do hoje e do amanhã,
sempre em mudança com o tempo, antenadas com o movimento da estória e aprendendo com
ela.

Salve Aves-Marias!!!
Mulheres de valentia que empunham o nosso ideal de país e nação com sabedoria.
Obrigada por me fazerem acreditar que não vivemos de utopias e de que podemos
com certeza lutar por um Brasil mais justo, mais humano e inclusivo para os pobres e para os
ricos onde a Ordem e o Bem Estar e a Paz sejam preservadas para todos com civilidade e acesso
aos bens imateriais que consolidam a cultura do nosso povo.
Parabéns a cada uma de nós!
Kátia da Luz

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Resposta sobre o quanto se sentir Turista Estrangeiro na FUNARTE

A gente merece, se sentir assim...Será?!
Quem é que nunca se iludiu na via, na vida, no jogo, na cor da camisa?
Afinal, errar é humano
E de choros e gargalhadas, lucram os que não sabem de nada.O tempo pra eles é so dinheiro no banco e midia bem contundente.
Ai, nós poverelos brasileiros aposentados, pra ELES os DONOS DO PODER,somos as minhocas politizadas.
Servidor público que investe no seu país, e estuda,
aposentado na Cultura...
Usamos é verdade não temos ciência.Inventamos como teimosos uma maneira cada vez mais propria de sobreviver.
Investimos muito tempo decifrando garatuchas e rabiscos, cantarolando ou incentivando a ARTE E A CENA que se quer expressar, libertando a capacidade de sermos uma nação livre para criar e recriar.
Sugiro o CURSO TABAJARA EXPRESSION POLIGLOTA pra gente não passar como idiota.
É de chorar, mesmo ...
Estarmos na "merma lerda" nesta queda vertiginosa de desvalia.
Alguém pode pagar a luz da alegria? Ter ética nesta falta de escrupúlos dos Poderes.
Ai... Quero sorrir, só de nervoso quando vejo a contas se sobrarem e o pagamento "fartar". É DE LASCAR
Então, alguém já sabe os dialetos africanos? Vamos gritar a todos os hermanos que no mercosul temos mais tiranos que imaginávamos.
Estilosa é a vida de aposentado. Se não cuidarmos do sorriso mesmo amarelado, até a dentadura estará no prego! A julgar pela maneira que fomos conduzidos a sorrir até do tiro que demos no nosso pé!
Imagine, se estamos assim com o moral de finados, como vamos debochar do Dia em Que Fomos Tombados como Imbecis, DIA DA CULTURA
Estamos tão emborolados e desqualificados por donas Marisa e seus rebentos, que somos trabalhadores da cultura do mofo.
Pensou? Que vergonha que dá ter que remendar o paletó ou cirzir à mão pra economizar a luz o buraco a minha propria meia e capinar o quintal. Caramba!!!
A diária de qualquer jardineiro é maior que a hora aula de um professor de ensino fundamental.
Pelo menos aqui na PATAGONIA.
AH, sem pudor algum, passei tempo demais competindo com a censura, com a ditadura, e a falta de provisão para me deixar envergar pela brisa da ignorancia.
O conhecimento se constroí resta saber a que preço.
Porque será que ainda não merecemos ter acesso ao vale cultura?
Ai... Dá medo ter crise de piti e saudade do tempo da curiosidade de entrar no planetário, de ir ao circo com os meus filhos e sobrinhos, de caminhar sem medo do
caveirão. SOCORRO é ignorância financiando os PODEROSO CHEFÃO.
E a gente, né?
So queria justiça social, acesso a bens culturais e patrimoniais, e quando lemos que isto acontece só por teimosia ou investimento de imposto, dá DESGOSTO pensar no amanhã.
Não chore assim, não...
Você é biiita demais pra se martirizar com o preço que pagamos por nossa vontade de construir um pais mais justo.
Não se sinta assim, amiga... Isto é só o começo.
Beijos no seu coração.
"Bai - bai", este pec que não saí!
Sordade,
Kátia da Luz

terça-feira, 10 de novembro de 2009

SER DOIS e SER UM COM O OUTRO

Aprende no caminho da vida , a paradoxal lição da experiência:
Sempre ganhas o que deixas e perdes o que reténs. ( autor desconhecido)

Ser Dois e Ser Um com o Outro (De Kátia da Luz)

Eu realmente precisava ficar só comigo
E seguir em você contigo onde quer que vá.
No fundo do teu duro coração aguerrido,
No canto da tua mochila arrumada.
No copo gelado do que vieres a beber,
Na garfada que podes saborear em silêncio.
Eu realmente estou só contigo.
No registro de cada desatenção tua
Ou na escuta de teus murmurios solitários e frios ou
Na bagunça da minha cabeça que ocupas fazendo barulho e tempestade sentimental.
A gente só se aproxima na distância da reflexão de estarmos longe um do outro.
E talvez a gente se combine no aconchego de nossas almas
que se desejam plenas e calmas...
- felizes por acertarem nas escolhas cada etapa desse longo caminho.
Vivi até aqui tentando fazer parte de tua vida e retive você em prisão afetiva e bem doída.
Estevestes ao meu lado pressionando o botão de acelerar meus passos, sentimentos e percepções
que viraram incertezas e novas maneiras de reconhecer a vida que levo a partir de agora.
Tem gente que pensa que dói ficar só.
Tem gente que até comemora.
Ter tempo para meditar e crescer,
refazer o cansaço e recolher-me.
É maravilhoso existir como qualquer ser
habitando o cosmo sem medos, culpas ou castigos.
Aqui, sozinha do meu quarto em mim mesmada,
Sinto o pulsar de cada batida do coração
e o sangue que corre em minhas veias já relaxadas,
sem pressa, sem angustia, sem fúria, sem dor, sem qualquer pressão negativa. Fluo com tudo! Não fujo de tudo. Apenas flutuo com meus pensamentos mais leves e mais castos.
Uma comunhão singular
Ser sua e não ser
Ser mais minha referencia da minha vida compartilhada contigo.
É bom ficar sem você! É verdade que abastecemos nossos sentimentos de pequenas esperas e buscas.
Não espero mais que me venhas pleno porque não conheces ainda o caminho do que é essencial.

É melhor limpar da nossa estoria suas orelhas que ainda não escutam
o meu desejo de ser sua mulher
e a vida além do seu umbigo.
Eu te amo e vou permanecer em mim,
sem medo de perder o que não quis reter ou nunca tive.
A liberdade tem destas coisas....
Arriscamos soltar o que amamos para que voltem sempre que desejarem o aconchego da nossa companhia.
Seja tua liberdade do tamanho e da responsabilidade de amar a si mesmo e aos demais
e de escolher com quem realmente desejas compartilhar a vida.
Boa noite e boa sorte
Siga comigo dentro de ti onde quer que vás.
Kátia da Luz

sábado, 31 de outubro de 2009

SUKATA DE PRIMAVERA - OUTUBRO 2009

Esperava quase inerte e o vento lhe deu movimento.
O jornal se movia, quase pronto para ir embora.
Estava repleto de notícias frescas
do mundo que se renova e se mata.
E não tendo qualquer compromisso por ter sido ali jogado,
inerte ele virara apenas lixo um papel amontoado.
E eu nem vi o dono do seu esquecimento.
Sou uma pobre distraida tentando esquecer-me debaixo deste dia de sol.
Lamento.
Não tinha nem moeda para comprar um jornal.
Precisava sair desta paz quase entediante lendo
Notícias - as que trouxessem alguma alegria -,
para minha vida de esquecimento e enclausurada.
Então...
Disfarsando o meu abandono
desisti de procurar pelo seu dono
bagunça esquecida na areia de uma bonita
praia onde vivo e me enterro há tantos anos.
Virei uma espécie de chata sem galocha e griffes de qualidade.
Dediquei conservar como patrimônio valores imateriais e humanos.
E o jornal voara solto com a areia, chamado pela brisa.
Desviei deste destino de sereia enrrugada,
Levantei meu corpo mulato desta canga amassada.
Para salvar o meu objeto do trabalho daquela edição já quase na água.
Eu não sou jornalista, nem radical ecologista.
Mas tive pena do jornal que ninguem leu.
O Jornal carrega em si o trabalho de tanta gente
em comunicar as noticias diversas do mundo.
O descaso do cidadão que o esqueceu me
aguçou a curiosidade.
E me inspirou a tentar escrever.
Uma homenagem a comunicação e a imprensa deste país.
Depois de alcançar suas páginas rasgadas pelo impacto da areia,
Tentei ler alguma novidade.
Inutil... o vento teimava em transforma-lo em brinquedo.
Tive medo de me tornar muito ridícula
aos olhares de quem só quer um banho de mar e ma cerveja na mão.
Viva a notícia do mundo que se modifica a cada segundo,
E viva a libertade responsável de comunica-las aos leitores.
Observei voracidade humana atentando contra a natureza que
me convida a reciclar minha própria vida e conceitos nesta inquieta lucidez..
Deste lugar que devolve pureza por preservar minha infância de menina
nesta idade de loba em mim já desacreditada.
Sinto um impulso de brincar de modelar as notícias impressas naquela edição.
Hoje estou acompanhada de bons sentimentos.
Nem critico as tendências das matérias e tão pouco quero censurar o autor do esquecimento.
Me senti uma privilegiada em tentar salvar aquele exemplar.
Neste 30 de outubro de 2009, daqui da praia de São Francisco, em Niterói,
Estou vivendo numa outra realidade quase de isolamento.
O que prova que neste país sou ainda sou maoria desinformada e manipulada mas com boa fé e compaixão.
Sigo em ciclos de alegria e de pura tristeza por não saber,com certeza, o sentido do trabalho de toda uma vida. Inclusive da minha.
Acabo de amassar o jornal do anônimo relaxado ou distraído.
Desejo que as noticia do Rio de Janeiro e as do Brasil neste quase fim de ano,
tragam mais emprego, educação, dignidade para todas as meninas da geração da minha filha e depois dela, como projeção daquilo que fui um dia.
Eu gosto de preservar a minha infância e sonhos singelos com o por- de-sol.
Deus harmonize este Rio de Janeiro que amo.
Que para seus filhos e filhas não Lhe vejam apenas um monumento inventado para ser visitado no Corcovado ou nas igrejas em altar.
Na cidade em que nasci e trabalhei umavida inteira,
Desejo que todo o fantasma de intolerância
e engano possa ser exorcizado.
Sem esta vontade de mudança aqui compartilhada de improviso,
Minha esperança de paz vira riso e motivos de não sair de casa.
Sem medo de tiroteio ou de ser assaltada.
Amo ser carioca e não me sinto ressuscitada.
Não por falta de comunicar coisas boas mas por sentir que a liberdade sem noção de
preservação torna cada irmão uma emboscada.
Daqui, do outro lado da Ponte, nesta santificada enseada de São Francisco,
Sou agora uma especie de gaivota de jornal quase letrada.
Preciso desenvolver mais tolerância comigo.
E ter mais consolação nas atitudes dos outros as quais não posso modificar.
Não me sinto mais deprimida ou impotente. Apenas consolada por espirito manso.
Percebo que a ignorância e esta no disperdicio deste amor a vida.
Temo morrer esquecida feito esta folha de jornal amarrotada.
Feito sucata de sonhos, sei que somos todos a extensão de cada um que convive conosco e que tem a intensão coletiva de nos preservar todo o dom da vida.
Kátia da Luz

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Arroz Doce Inventado por Mim - Uma Cilada Anunciada

duas xícaras de arroz-papa,
uma caneca de leite integral gelado
quatro colheres de mel
um punhado de cravos e lascas de canela em pau
duas colheres de sopa de geléia caseira de morango,
dois sachês de chá de erva doce
paus de canela para decorar.

Assim fiz minha escolha... Agradecer por você existir!!!
Assim com gratidão e carinho criei este mimo para comer com sorvete ou goiabada.

Se não curtir paciência... Criei uma pouca cilada.
A vontade foi de me esconder não funcionou da maneira esperada.
Nem minha filha gostou, nem comi fiquei aguardando um comentário qualquer.
Sabe a falta de sensibilidade está acabando com minha vontade de preparar surpresinhas de mulher.
É melhor evitar criar na cozinha quando não tenho a maestria de ser cozinheira.
Só a vontade de inventar um quitute que diga a minha família OLHE, ESCUTE, AINDA EXISTO, FALHO E SOU MULHER.
Assim, percebendo que fracassei no invento ,
decidi comunicar a ANA MARIA que - mesmo sendo inspirada por Ela, quase todos os dias-, me atrevi a lhe prestar homenagem com uma iguaria não comentada.
Assim, prefiro que você peça a moçada de sua cozinha,
pra nem dá nota a minha receitinha
que parece não ter sido aprovada.
Insistir?!Que Nada!! Deixar a cozinha pra outra moçada.
Tentar um brinde com a Mestre Ana Maria, que me ensina a errar dando boas risadas.
Por favor, querida Ana, me tire deste vexame!!!
Manda pra gente um pouquinho desta sua competência em ser excelente em tudo que faz!
Receba meu abraço carinhoso, pelos DEZ ANOS DO MAIS VOCÊ na casa da gente!!!
Sou sua fã, Brava e Mansa Guerreira Brasileira, que nem esconde o quanto é especial!!
Meu presente pra você virou piada pro lourinho comentar. Acho que se experimentar vira gororoba no ar!!!

Me dê a chance de ao menos de lhe dar um abraço,
De ganhar um livro autografado por você! Por favor, me tire deste vexame!
Ah!!! Aqui em casa há mais de dez anos VOCÊ É MAIS UNÂNiME!

Parabéns, Te Adoro, Kátia da Luz

Já Não Sou Essa Coca cola Toda...

Escolher e incluir novos textos... Acabo de sair de um louco processo de auto-aceitação.Não sou nem metade do que está escrito aqui e nem pretendi ser além do que já sou. Muito texto, para refletir o que a vida dá de Graça sem esperar nada em Troca... Deus acessa em mim hoje mais silêncio e meditação. Conclusão: PAZ na alma, sem murmurinhos do pensamento e do coração.

domingo, 6 de setembro de 2009

“Daquilo que insistimos em esconder”

Sentes?

É o teu coração que mente.

Não quer revelar teus segredos

E acabas morrendo de medo.


Ouves?

No silêncio, entrecortamos olhares.

E com ares de quem acorda de um sono profundo,

Desnudamos – por um segundo – o nosso mundo.


Eu?! Espio pelas beiradas de tua alma

Dores e amores interrompidos por tumultos

Ou tédio. Que Remédio?!


Tu?! finges à mim que não percebes

Além da lágrima no canto do meu sorriso

enquanto piso em de seus pés.

- Quem tu és?

E vamos nós, nesta intensa empreitada

Numa viagem que é tudo e é nada

Vasculhando intimidades

Por mais que resistam os nossos segredos,

Rompemos o medo


Atiramos contra o escuro de futuro

Uma chama quente que o sentimento

Nos concede neste finito presente.


Um brinde, uma canção e a eterna oração

Para permanecermos livres da tentação

De fugir para o esconderijo da alma sem termos

Tido a possibilidade de vivenciar a paixão ou

Aquilo que insistimos em esconder.



Katia da Luz.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

“QUEBRANDO ARGOLAS”



Argolas na goela

Seqüela de eras de escravidão

Quem são as cadelas que roeram teus ossos

E rasgaram este teu coração?


Que troço é este

Algemado que exibes como chagas em holocausto?

À quem devo me dirigir para exigir tamanha retratação por

Todo dano em tua vida; pela esperança perdida; todo teu

Empenho em ler atentamente a louca realidade?!

E de que são feitos teus sonhos íntimos?


Tantos os pergaminhos...tantos os livros em estantes....

tantos os espectros em teus ninhos!

Tantos lutos, quantas lutas...

todas nossas – tão só tuas.



Tudo é áspero, ríspido, árido, tísico.

Tenso, verídico e denso demais.

Muito ácido, muito químico.

Tudo ético e tudo técnico demais.


Muito ácido, tudo caustico.

Tudo ético e tudo técnico.

Nada espírito ou etéreo.


  • Onde foi que todas as modelos de virtude feriram tua criança?Classificando tudo, pondo tudo cartesianamente em categorias de pensamento.

Racionalizando tudo em tempo integral: QUE FALTA DE SAL!


-Será que na curva do tempo percebestes que a vitalidade que buscavas reside tão somente em ti e nos teus ideais?


TUA POESIA CHEIRA A AMARGURA...

Tanta vulgaridade, quanto engano,

Tanto sofrimento por nada.

Tanto pano para as poucas vestes

Destas bestas e febris pestes que

com lábios de carmim e almas envenenadas

sangraram teu ectoplasma com olhos de caco-de-vidro.





Despiram tua falsa nobreza e a doce singeleza

que insistia pulsar dentro de ti.


Pela necessidade ainda surda de atender

aos apelos do campo, as róseas manhãs,

ao abraço do vento ao acorde intenso das ondas do mar!


Tu te moldastes em forma de bronze

Há zinabre em teu olhar!

Não há mais natureza em ti, e ... aí

Por quem ou o quê devo lutar?!


Arruinaram tuas esperanças

tecidas em cada sílaba ou lembrança

de tuas canções de ninar.


Nem os anjos me atendem agora

Embora a esta horas durmam solenes!

Guardiões do nosso dia-a-dia de mortais que vivem

esculpindo idéias para não amar.


Nada de mágico posso rogar!

Nem à minha Virgem Maria,

Nem a Madre Tereza de Calcutá!



Eu teu vejo um Cristo triste e desprezado.

Me angustia ler tuas falas.

Na imagem deste sacrifício materialista

ainda enxergo os furos duros em teus pulsos quentes

atados a esta Cruz que insistes em carregar!

Carregas esta amargura que contamina

o teu olhar


Que tu possas respirar mais leveza e que espantes

com um bocejo preguiçoso, toda a rabugice e frieza com que te proteges dos outros seres que ainda vivem da eterna luz.


Não tarda e já vem a tua velhice, não a faça ser assim tão triste

Volte a passear nos jardins da eterna infância do apreender o novo.

Infância serena que não tarda a voltar!


Es o Ciclo da tua essência e da natureza da tua vida.

E a maior idéia de ARGOLA que te desejo

é a que o mundo na sua sabedoria puder lhe livrar.


Meu amigo e doce ex-seminarista.

De quantas esquinas esguias e sombrias quer esta tua alma fugir?
Na virtual e cibernética relação com os teus versos estas fixado.

A caso te alimentas das palavras e a elas tão somente do que ainda resta de Ti.



Quantas mãos negastes afago espontâneo ou calculado como quem não tem por que tocar ternamente em alguém.


Por que vigiar teu vigia já que não cansa de te vigiar?


Este é teu máximo esforço humano: o de se conter ou patrulhar.


Pobre prisioneiro de si mesmo onde nenhum gesto nasce espontâneo!

Nem as covinhas do seu seco sorriso tão pouco as rugas do teu crânio!


Ciclo vicioso dos que já perderam a espontaneidade. São Mármores ou Carraras...


Calculas em conta-gotas todos os líquidos sorvidos de tua fronte?

Quanto de tua emoção foi excretado?


Sabes a fibra que tem com a ponta de teu lápis-punhal?!


-às vezes és a própria Seca, noutras o Temporal.


Arde a tua pinimba implicante

com tudo és crítico-militante!

Não teme nem a mudança e os fenômenos naturais.


Tua vida é tão sem esperança...

Fique em paz, com a tua criança e reaprenda a deixá-la brincar!


Nas lembranças do pródigo menino

reside o gosto apurado pelas letras,

pelo luzir das idéias da consciência das necessidades do mundo.


Tu és luz contrastada na penumbra desta vida mal revelada onde o poeta não esconde sua tês azulante.


Branca e translúcida a tes do poeta

desvelada e arrogante.

Parece que teme ser decifrado por qualquer ser

que julgas repugnante.


Escreves para não morrer mas morres a cada instante.


E daqui de dentro de mim, vendo tudo me causa desconforto impotente.

Queria dizer-te simples e honestamente que tudo no universo deve se harmonizar.

Nem a tua cética visão materialista e fria sobrevive sem o que é puro e espontâneo no meu modo de pensar.


Parece que as lentes grossas de teus óculos parecem impedi-lo de enxergar

que na ternura da amizade reside um respeito e uma certa arte de contemplar.


Em teu universo pessoal, sinto-me invasora ou ser repugnante.

Pena, sou só uma amiga a querê-lo ajudar.



Ah... este cheiro de mofo, este cheiro de urina, este aroma de café coado na hora pela figura negra e feminina.


Isto parece aristocrático demais para ser o homem que leio.

Isto é pouco, solitário e feio.


Vem a bandeja co as xícaras enebriantes.

Aquela fumaça trás em mim outro desejo.


De gole em gole

Meu hálito fica amargo e resistente.

Percebo tuas mãos enérgicas e cheias de crença

não há espaço para sutilezas e ternura nesta tua vida que transpira amargura.


Deus... a hora se arrasta.

A humanidade neste milênio terá que desfazer os nós de tuas argolas!

Alguns cegos outros apenas embaraçados

Mas que tentam agonizar solução pacífica para as nossas buscas.


Argolas, ora-bolas!

Aqui neste ensaio poético são só Farolas

Dos homens sem cartolas com dores nas bolas e

das mulheres sem calcinhas e sutiãs – nuas até da consciência do papel que

representam na tua cama de pregos forrada de cetim amarelo.


Tire de teus versos a foice e o martelo e de teus amores está amargura sem fim!


Buscas a quem não amas atirando em que não desejas prender.

No fundo, para mim, argolas são alianças.

São desejos de vida mansa compartilhada desde criança

com o teu ideal de mulher que hoje é refletido por ti, no espelho do teu toucador.


Ser amiga de um intelectual tão especial é bom mas também nos causa dor.

Com muito carinho da sempre amiga, Kátia da Luz



Para Álvaro Mendes (Jornalista e Poeta)

Máscaras




Máscaras são falas

Que calam no canto

Da alma


Máscaras tão calmas

Quando angustiantes.


Inocentes quando úteis

Ao sistema que as fabrica


Máscaras tão caras!

Fúteis e fósseis.


Máscaras dantescas

Anagramas, esfinges

E mortas:


Tão cheias de vida.


Kátia da luz.