sábado, 16 de janeiro de 2016
Família é Tudo e Tudo vem de DEUS
Tudo que queremos é saúde, paz e prosperidade.
Tudo que fazemos é proporcionar bem estar aos
amigos, vizinhos, parentes, amigas, crianças e nossos
bichos de estimação e os silvestres que nos visitam.
A vida é muito mais leve quando compartilhamos amizade
e entoamos mais harmonia entre nós.
Meus filhos são dádivas de Deus.
Mesmo zangados ou sob pressão ainda me dão bons motivos
para seguir.
Minha mãe, aos setenta e sete anos, com um temperamento muito
difícil - desbocada, agressiva convive com uma oscilação de humor
que não é fácil de lidar.
Eu sou Bipolar. Detesto arrogância, maus-tratos e palavrões.
Lido dentro das minhas limitações humanas aos 52 anos com
a verve de uma mãe que não tem ética, que me esculacha, que não
reconhece a verdadeira gratidão do cuidar de quem ao menos nos deu a vida.
Tudo seria fácil para nós se meus dois irmãos fossem mais afeitos a vida dela.
Tanta hostilidade e falta de respeito, resultou em um forçoso abandono deles.
Ninguém a visita, ninguém faz seus filhos a procurarem. Nem o coronel e a sua
prole de sobrinhos lindos e bem educados, nem minha linda irmã advogada -
com a malandragem e a ternura que lhe dá a leveza para suportar sua profissão.
Contudo, estou aqui. Sempre fiz o meu melhor.
Meus filhos foram privados do convívio com a avó
pois não havia lugar na vida dela para nós.
Depois que meu pai foi chamado ao mundo espiritual.
Sonhei que um dia iria retirar do meu coração a mágoa que nutria do desamparo,
da falta de convivência, da torpe consciência que banalizou ou depravou tudo ao
seu redor. Perdoei minha mãe, tantas vezes que não cabe num caderno de mil folhas.
Meu sentimento é gratidão e meu humor é de quem torce para que ela retribua com
palavras positivas, toda a dádiva de conviver comigo e com meus filhos.
Ser filha e ser mãe é uma condição muito boa para quem entende que a Arte está em
conviver, dialogar, fazer o melhor pela outra pessoa que está em casa cuidando para
que vida seja a mais confortável possível dentro do que possuo.
Não quero nada além disso.
A noção de que ser Família é cuidar uns dos outros.
Isto é a presença de DEUS.
Não espero que meus irmãos exerçam esta dádiva pois foram francos
em negarem as necessidades de nossa mãe.
Só rezo a todos os santos e a Deus Pai
que dê a mim e aos meus filhos e esposo a paciência para podermos transmitir verdadeiramente
a minha mãe que TUDO que fazemos de bom e de ruim são apenas o retorno do que fazemos os
outros passar.
Assim, sem cobrar e aceitando a missão de cuidar de nós tento alinhavar um tecido antigo que está
poido e que se chama Gratidão para tornar mais leve e simples o convívio entre mulheres de três gerações
que possuem temperamentos e opiniões diferentes mas que são partícula divina na minha vida.
domingo, 18 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Amãedurecendo
na madrugada de 19 de abril de l985, amamentando um
menininho abençoado, cantarolava canção popular que dizia
assim:
A ovelha traz a lã com o orvalho da manhã
Para alegrar o menino, uma cabra toca o sino.
E a cantora sabiá, se esgoela de cantar.
A aranha costureira tece uma roupa ligeira.
A galinha põe o ovo que já fica para o almoço.
E a vaca o que é que quer? Trazer o leite pro café.
Se o menino não se cala nem se a borboleta embala
A mãe sabe consolar, dando o peito pra mamar...
O saudade daquela inocência sagrada. Presente
de Deus até os dias de hoje na minha vida.
Depois, no dia 1 de agosto de l997,
mes e meio adiantada, surge do meu ventre a estrelinha
Karina. Um amor de menina. Anjo e companhia para os dias que a
minha maturidade certamente irá cuidar e se deixar cuidar
Nas madrugadas que sentia muita cólica, eu fiz uma outra canção
que dizia assim:
Vem meu anjinho da guarda
Iluminar minha estrada
Vem meu anjinho amigo
Vem brincar junto comigo
Ah... Anjinho amigo
vem ficar junto comigo
vem sentir um soninho
vem sonhar meu doce anjinho.
Cantarolava até a cólica passar e minha menina dormir.
Neste ano de 2014
Vendo meus filhos crescidos, sinto saudades das falas atropeladas,
das manhas, das risadas dobradas.
Sinto saudade da infância.
Me sinto mais madura e criança.
Contente com o amor que aquece dias frios e solitários.
Feliz pela vida que eles trilham
Orando a Virgem Maria que os mantenham protegidos no seu
santo manto.
Canto o meu pranto de alegria e gratidão
Amãedurecer é seguir com eles a vida que Deus nos reservou.
E eles vão e vem mas jamais sairão de dentro do meu coração.
Amor de mãe é assim. Gracioso, leve, as vezes meloso demais.
Mas tudo que preciso da vida é dessa convivência amorosa que
me fortalece e me dá forças para enfrentar um leão por dia
e um dia de cada vez.
Maturidade com ternura é permanecer com o gosto de bala na boca,
sorriso tranquilo e olhar esperançoso. Que venham os netos.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
DG
Por onde for, dance para os anjos
deixe envergonhados os demonios que tiraram sua vida.
Inspire a juventude a ter bossa suing atitude.
Seja sempre o mentor de sua galera. A galera do passinho
Voe sozinho e em bando
Mande muita alegria para todos os cantos do nosso Brasil.
Vire a estrela brilhante e reluzente que sonhou ser e foi.
Mande luz para as nossas comunidades e aqueca nossos coracoes
com sua coragem.
Estaremos juntos em um canto no planeta ou na via lactea.
Por enquanto somos apenas saudade e esperanca por Justica em memoria do seu amor pela Danca e por seu trabalho.
Haja o que houver, seja sempre este menino que nos ecantou e esquentou nossas tardes de domingo.
Esteja em paz. Fique com Deus. Muito obrigada por tornar nossos domingos mais alegres.
Com carinho de professora e mae, Katia da Luz
domingo, 5 de junho de 2011
Ao Meu eterno Namorado
Tudo que mais sonhei de repente é
a mais pura realidade.
Tenho muito a agradecer a Deus
Ter a sua presença na minha vida,
sua companhia, seu amor e carinho
são as bençãos mais reais e mais sinceras.
Espero que este dia dos namorados se repita
muitos anos daqui pra frente.
Eu desejo que você seja muito feliz ao meu lado,
que tudo de bom aconteça contigo e que o nosso
amor seja sempre eterno e forte,
eu te amo
Kátia da Luz
quinta-feira, 10 de março de 2011
Saudades de Você
Deus devia estar muito carente
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
NÃO HÁ MAIS NADA?!
IMPOSSÍVEL ACREDITAR QUE RESTAM APENAS
CINZAS.
TUDO É FONTE DO LAGO DE UM AMOR IMENSO.
LANÇO-ME NESTAS AGUAS PROFUNDAS.
SOU PEDAÇOS E FARELOS DE TODA A EUFORIA.
REPOUSO-ME NESTA VIVA FONTE DE AMOR ACOLHEDOR,
NESTE INCENSANTE MOVIMENTO FLUIDO,
AGRADECIDA DE TER SOBREVIVIDO AS INTEMPÉRIES,
AO ABANDONO DE MIM MESMA NA CARNE QUE NÃO PENSA...
VIBREI E REFLETI AS ACONTECÊNCIAS DO MUNDO NESTE CARNAVAL.
MAS APROVEITEI MINHA SOLIDÃO COM DEUS... SEMPRE EM SUA COMPANHIA E PRESENÇA.
NESTE CARNAVAL,A VIDA FOI MAIS UM APRENDIZADO.
TEMO O AMOR DE DEUS, SOU COM ELE.
TENHO PROPOSITOS DE RECOLHER
MEU ESPIRITO EM MANSIDÃO...
NECESSIDADE E REFLEXÃO E DE SILÊNCIO
DE QUEM NÃO ESTEVE MORTA MAS É RESPONSÁVEL POR SUAS ESCOLHAS MESMO QUE INCORRETAS.
EU DIVIDO COM DEUS A MANEIRA MAIS ABENÇOADA DE SER
E A MAIS ELEVADA AGORA.
SALVEI MINHA VIDA, SALVEI A VIDA DE UM COMPANHEIRO COM FEBRE E DOR, OPORTUNIZEI LUZ E CALMA NA VIDA DO MEU FILHO E CONTIVE MEUS DEMÔNIOS EM LUGAR DESABITADO DE VIDA, BELEZA E CALOR HUMANO.
NO INFERNOO DE MINHA POSSESSÃO GRAÇAS A DEUS ADORMECIDA COM AJUDA DE REMÉDIOS PSIQUIATRICOS E ORAÇÃO.
NÃO MAIS AGREDIR O QUE NÃO CONCORDO OU CEDER A INJURIOSAS CALÚNIAS.
EU ME DEDICO AO QUE É BOM NA MINHA VIDA E AO QUE É BOM NA VIDA DAS PESSOAS QUE ME TEM CONSIDERAÇÃO E AMOR OU DAS QUAIS DEPENDO.
ESTOU EM SEGURANÇA ESPIRITUAL PARA ACEITAR AQUILO QUE NÃO CONCORDO E NÃO POSSO TRANSFORMAR E EM SEGURANÇA PARA CRER E PROSSEGUIR MODIFICANDO POSITIVAMENTE A VIDA HUMANA EM MIM E NO MEU PROXIMO.
ESTABELECENDO ATITUDE POSITIVA MESMO COM INFORTUNIOS E ACERTOS QUE A MIM PERTENCEM...
EVOLUIR É O UNÍCO OBJETIVO.
DAS CINZAS AO UNIVERSAL E DIGNO AMOR DE DEUS.
POR UM MUNDO SEM ÓDIOS E PACIFICADOR,
EM MEMÓRIA DO MEU CÁRCERE E DA MINHA EXPERIENCIA EM CRISTO JESUS.
AMAR E VIVER AINDA SÃO OS MELHORES VALORES A BUSCAR
E O MELHOR APRENDIZADO A FAZER.
ENTÃO NÃO HÁ MAIS NADA, APENAS CINZAS? NÃO É VERDADE.
TEMOS A OBRIGAÇÃO DE SERMOS FELIZES COM O QUE SOMOS
E DE LUTARMOS PARA MELHORAR A CONDIÇÃO HUMANA NA TERRA
ENQUANTO VIVERMOS,
COM RESPEITO AS DIFERENÇAS ETNICAS, CULTURAIS, SEXUAIS, ECONOMICAS E SOCIAIS E GLOBAIS.
SOMOS MUITO MAIS DO QUE SABEMOS SER.
HÁ MAIS VIDA ABUNDANTE NO SILÊNCIO DO QUE NA SOFREGIDÃO.
SOFRER NÃO MAIS. CURAR-NOS É O QUE NOS RESTA!
FELIZES OS QUE EXPERIMENTAM PERDOAR PARA SEREM LIBERTOS DE SEUS INFORTUNIOS E SEREM ABENÇOADOS EM SUAS VIDAS.
KÁTIA DA LUZ (QUARTA-FEIRA DE CINZAS FEVEREIRO 2010)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
FRAGMENTOS DA MINHA ESTÓRIA DE VIDA CONVIVENDO COM BIPOLARIDADES
"Os homens anseiam uma condição sublime.
Concebemos Deus justamente porque buscamos nos proteger do acaso"
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Sobre as Mulheres do Sintrasef
Somos novas luas para inspirar a unidade de nossos companheiros
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Resposta sobre o quanto se sentir Turista Estrangeiro na FUNARTE
Quem é que nunca se iludiu na via, na vida, no jogo, na cor da camisa?
Afinal, errar é humano
E de choros e gargalhadas, lucram os que não sabem de nada.O tempo pra eles é so dinheiro no banco e midia bem contundente.
Ai, nós poverelos brasileiros aposentados, pra ELES os DONOS DO PODER,somos as minhocas politizadas.
Servidor público que investe no seu país, e estuda,
aposentado na Cultura...
Usamos é verdade não temos ciência.Inventamos como teimosos uma maneira cada vez mais propria de sobreviver.
Investimos muito tempo decifrando garatuchas e rabiscos, cantarolando ou incentivando a ARTE E A CENA que se quer expressar, libertando a capacidade de sermos uma nação livre para criar e recriar.
Sugiro o CURSO TABAJARA EXPRESSION POLIGLOTA pra gente não passar como idiota.
É de chorar, mesmo ...
Estarmos na "merma lerda" nesta queda vertiginosa de desvalia.
Alguém pode pagar a luz da alegria? Ter ética nesta falta de escrupúlos dos Poderes.
Ai... Quero sorrir, só de nervoso quando vejo a contas se sobrarem e o pagamento "fartar". É DE LASCAR
Então, alguém já sabe os dialetos africanos? Vamos gritar a todos os hermanos que no mercosul temos mais tiranos que imaginávamos.
Estilosa é a vida de aposentado. Se não cuidarmos do sorriso mesmo amarelado, até a dentadura estará no prego! A julgar pela maneira que fomos conduzidos a sorrir até do tiro que demos no nosso pé!
Imagine, se estamos assim com o moral de finados, como vamos debochar do Dia em Que Fomos Tombados como Imbecis, DIA DA CULTURA
Estamos tão emborolados e desqualificados por donas Marisa e seus rebentos, que somos trabalhadores da cultura do mofo.
Pensou? Que vergonha que dá ter que remendar o paletó ou cirzir à mão pra economizar a luz o buraco a minha propria meia e capinar o quintal. Caramba!!!
A diária de qualquer jardineiro é maior que a hora aula de um professor de ensino fundamental.
Pelo menos aqui na PATAGONIA.
AH, sem pudor algum, passei tempo demais competindo com a censura, com a ditadura, e a falta de provisão para me deixar envergar pela brisa da ignorancia.
O conhecimento se constroí resta saber a que preço.
Porque será que ainda não merecemos ter acesso ao vale cultura?
Ai... Dá medo ter crise de piti e saudade do tempo da curiosidade de entrar no planetário, de ir ao circo com os meus filhos e sobrinhos, de caminhar sem medo do
caveirão. SOCORRO é ignorância financiando os PODEROSO CHEFÃO.
E a gente, né?
So queria justiça social, acesso a bens culturais e patrimoniais, e quando lemos que isto acontece só por teimosia ou investimento de imposto, dá DESGOSTO pensar no amanhã.
Não chore assim, não...
Você é biiita demais pra se martirizar com o preço que pagamos por nossa vontade de construir um pais mais justo.
Não se sinta assim, amiga... Isto é só o começo.
Beijos no seu coração.
"Bai - bai", este pec que não saí!
Sordade,
Kátia da Luz
terça-feira, 10 de novembro de 2009
SER DOIS e SER UM COM O OUTRO
Sempre ganhas o que deixas e perdes o que reténs. ( autor desconhecido)
Ser Dois e Ser Um com o Outro (De Kátia da Luz)
Eu realmente precisava ficar só comigo
E seguir em você contigo onde quer que vá.
No fundo do teu duro coração aguerrido,
No canto da tua mochila arrumada.
No copo gelado do que vieres a beber,
Na garfada que podes saborear em silêncio.
Eu realmente estou só contigo.
No registro de cada desatenção tua
Ou na escuta de teus murmurios solitários e frios ou
Na bagunça da minha cabeça que ocupas fazendo barulho e tempestade sentimental.
A gente só se aproxima na distância da reflexão de estarmos longe um do outro.
E talvez a gente se combine no aconchego de nossas almas
que se desejam plenas e calmas...
- felizes por acertarem nas escolhas cada etapa desse longo caminho.
Vivi até aqui tentando fazer parte de tua vida e retive você em prisão afetiva e bem doída.
Estevestes ao meu lado pressionando o botão de acelerar meus passos, sentimentos e percepções
que viraram incertezas e novas maneiras de reconhecer a vida que levo a partir de agora.
Tem gente que pensa que dói ficar só.
Tem gente que até comemora.
Ter tempo para meditar e crescer,
refazer o cansaço e recolher-me.
É maravilhoso existir como qualquer ser
habitando o cosmo sem medos, culpas ou castigos.
Aqui, sozinha do meu quarto em mim mesmada,
Sinto o pulsar de cada batida do coração
e o sangue que corre em minhas veias já relaxadas,
sem pressa, sem angustia, sem fúria, sem dor, sem qualquer pressão negativa. Fluo com tudo! Não fujo de tudo. Apenas flutuo com meus pensamentos mais leves e mais castos.
Uma comunhão singular
Ser sua e não ser
Ser mais minha referencia da minha vida compartilhada contigo.
É bom ficar sem você! É verdade que abastecemos nossos sentimentos de pequenas esperas e buscas.
Não espero mais que me venhas pleno porque não conheces ainda o caminho do que é essencial.
É melhor limpar da nossa estoria suas orelhas que ainda não escutam
o meu desejo de ser sua mulher
e a vida além do seu umbigo.
Eu te amo e vou permanecer em mim,
sem medo de perder o que não quis reter ou nunca tive.
A liberdade tem destas coisas....
Arriscamos soltar o que amamos para que voltem sempre que desejarem o aconchego da nossa companhia.
Seja tua liberdade do tamanho e da responsabilidade de amar a si mesmo e aos demais
e de escolher com quem realmente desejas compartilhar a vida.
Boa noite e boa sorte
Siga comigo dentro de ti onde quer que vás.
Kátia da Luz
sábado, 31 de outubro de 2009
SUKATA DE PRIMAVERA - OUTUBRO 2009
O jornal se movia, quase pronto para ir embora.
Estava repleto de notícias frescas
do mundo que se renova e se mata.
E não tendo qualquer compromisso por ter sido ali jogado,
inerte ele virara apenas lixo um papel amontoado.
E eu nem vi o dono do seu esquecimento.
Sou uma pobre distraida tentando esquecer-me debaixo deste dia de sol.
Lamento.
Não tinha nem moeda para comprar um jornal.
Precisava sair desta paz quase entediante lendo
Notícias - as que trouxessem alguma alegria -,
para minha vida de esquecimento e enclausurada.
Então...
Disfarsando o meu abandono
desisti de procurar pelo seu dono
bagunça esquecida na areia de uma bonita
praia onde vivo e me enterro há tantos anos.
Virei uma espécie de chata sem galocha e griffes de qualidade.
Dediquei conservar como patrimônio valores imateriais e humanos.
E o jornal voara solto com a areia, chamado pela brisa.
Desviei deste destino de sereia enrrugada,
Levantei meu corpo mulato desta canga amassada.
Para salvar o meu objeto do trabalho daquela edição já quase na água.
Eu não sou jornalista, nem radical ecologista.
Mas tive pena do jornal que ninguem leu.
O Jornal carrega em si o trabalho de tanta gente
em comunicar as noticias diversas do mundo.
O descaso do cidadão que o esqueceu me
aguçou a curiosidade.
E me inspirou a tentar escrever.
Uma homenagem a comunicação e a imprensa deste país.
Depois de alcançar suas páginas rasgadas pelo impacto da areia,
Tentei ler alguma novidade.
Inutil... o vento teimava em transforma-lo em brinquedo.
Tive medo de me tornar muito ridícula
aos olhares de quem só quer um banho de mar e ma cerveja na mão.
Viva a notícia do mundo que se modifica a cada segundo,
E viva a libertade responsável de comunica-las aos leitores.
Observei voracidade humana atentando contra a natureza que
me convida a reciclar minha própria vida e conceitos nesta inquieta lucidez..
Deste lugar que devolve pureza por preservar minha infância de menina
nesta idade de loba em mim já desacreditada.
Sinto um impulso de brincar de modelar as notícias impressas naquela edição.
Hoje estou acompanhada de bons sentimentos.
Nem critico as tendências das matérias e tão pouco quero censurar o autor do esquecimento.
Me senti uma privilegiada em tentar salvar aquele exemplar.
Neste 30 de outubro de 2009, daqui da praia de São Francisco, em Niterói,
Estou vivendo numa outra realidade quase de isolamento.
O que prova que neste país sou ainda sou maoria desinformada e manipulada mas com boa fé e compaixão.
Sigo em ciclos de alegria e de pura tristeza por não saber,com certeza, o sentido do trabalho de toda uma vida. Inclusive da minha.
Acabo de amassar o jornal do anônimo relaxado ou distraído.
Desejo que as noticia do Rio de Janeiro e as do Brasil neste quase fim de ano,
tragam mais emprego, educação, dignidade para todas as meninas da geração da minha filha e depois dela, como projeção daquilo que fui um dia.
Eu gosto de preservar a minha infância e sonhos singelos com o por- de-sol.
Deus harmonize este Rio de Janeiro que amo.
Que para seus filhos e filhas não Lhe vejam apenas um monumento inventado para ser visitado no Corcovado ou nas igrejas em altar.
Na cidade em que nasci e trabalhei umavida inteira,
Desejo que todo o fantasma de intolerância
e engano possa ser exorcizado.
Sem esta vontade de mudança aqui compartilhada de improviso,
Minha esperança de paz vira riso e motivos de não sair de casa.
Sem medo de tiroteio ou de ser assaltada.
Amo ser carioca e não me sinto ressuscitada.
Não por falta de comunicar coisas boas mas por sentir que a liberdade sem noção de
preservação torna cada irmão uma emboscada.
Daqui, do outro lado da Ponte, nesta santificada enseada de São Francisco,
Sou agora uma especie de gaivota de jornal quase letrada.
Preciso desenvolver mais tolerância comigo.
E ter mais consolação nas atitudes dos outros as quais não posso modificar.
Não me sinto mais deprimida ou impotente. Apenas consolada por espirito manso.
Percebo que a ignorância e esta no disperdicio deste amor a vida.
Temo morrer esquecida feito esta folha de jornal amarrotada.
Feito sucata de sonhos, sei que somos todos a extensão de cada um que convive conosco e que tem a intensão coletiva de nos preservar todo o dom da vida.
Kátia da Luz
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Arroz Doce Inventado por Mim - Uma Cilada Anunciada
Já Não Sou Essa Coca cola Toda...
domingo, 6 de setembro de 2009
“Daquilo que insistimos em esconder”
É o teu coração que mente.
Não quer revelar teus segredos
E acabas morrendo de medo.
Ouves?
No silêncio, entrecortamos olhares.
E com ares de quem acorda de um sono profundo,
Desnudamos – por um segundo – o nosso mundo.
Eu?! Espio pelas beiradas de tua alma
Dores e amores interrompidos por tumultos
Ou tédio. Que Remédio?!
Tu?! finges à mim que não percebes
Além da lágrima no canto do meu sorriso
enquanto piso em de seus pés.
- Quem tu és?
E vamos nós, nesta intensa empreitada
Numa viagem que é tudo e é nada
Vasculhando intimidades
Por mais que resistam os nossos segredos,
Rompemos o medo
Atiramos contra o escuro de futuro
Uma chama quente que o sentimento
Nos concede neste finito presente.
Um brinde, uma canção e a eterna oração
Para permanecermos livres da tentação
De fugir para o esconderijo da alma sem termos
Tido a possibilidade de vivenciar a paixão ou
Aquilo que insistimos em esconder.
Katia da Luz.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
“QUEBRANDO ARGOLAS”
Argolas na goela
Seqüela de eras de escravidão
Quem são as cadelas que roeram teus ossos
E rasgaram este teu coração?
Que troço é este
Algemado que exibes como chagas em holocausto?
À quem devo me dirigir para exigir tamanha retratação por
Todo dano em tua vida; pela esperança perdida; todo teu
Empenho em ler atentamente a louca realidade?!
E de que são feitos teus sonhos íntimos?
Tantos os pergaminhos...tantos os livros em estantes....
tantos os espectros em teus ninhos!
Tantos lutos, quantas lutas...
todas nossas – tão só tuas.
Tudo é áspero, ríspido, árido, tísico.
Tenso, verídico e denso demais.
Muito ácido, muito químico.
Tudo ético e tudo técnico demais.
Muito ácido, tudo caustico.
Tudo ético e tudo técnico.
Nada espírito ou etéreo.
Onde foi que todas as modelos de virtude feriram tua criança?Classificando tudo, pondo tudo cartesianamente em categorias de pensamento.
Racionalizando tudo em tempo integral: QUE FALTA DE SAL!
-Será que na curva do tempo percebestes que a vitalidade que buscavas reside tão somente em ti e nos teus ideais?
TUA POESIA CHEIRA A AMARGURA...
Tanta vulgaridade, quanto engano,
Tanto sofrimento por nada.
Tanto pano para as poucas vestes
Destas bestas e febris pestes que
com lábios de carmim e almas envenenadas
sangraram teu ectoplasma com olhos de caco-de-vidro.
Despiram tua falsa nobreza e a doce singeleza
que insistia pulsar dentro de ti.
Pela necessidade ainda surda de atender
aos apelos do campo, as róseas manhãs,
ao abraço do vento ao acorde intenso das ondas do mar!
Tu te moldastes em forma de bronze
Há zinabre em teu olhar!
Não há mais natureza em ti, e ... aí
Por quem ou o quê devo lutar?!
Arruinaram tuas esperanças
tecidas em cada sílaba ou lembrança
de tuas canções de ninar.
Nem os anjos me atendem agora
Embora a esta horas durmam solenes!
Guardiões do nosso dia-a-dia de mortais que vivem
esculpindo idéias para não amar.
Nada de mágico posso rogar!
Nem à minha Virgem Maria,
Nem a Madre Tereza de Calcutá!
Eu teu vejo um Cristo triste e desprezado.
Me angustia ler tuas falas.
Na imagem deste sacrifício materialista
ainda enxergo os furos duros em teus pulsos quentes
atados a esta Cruz que insistes em carregar!
Carregas esta amargura que contamina
o teu olhar
Que tu possas respirar mais leveza e que espantes
com um bocejo preguiçoso, toda a rabugice e frieza com que te proteges dos outros seres que ainda vivem da eterna luz.
Não tarda e já vem a tua velhice, não a faça ser assim tão triste
Volte a passear nos jardins da eterna infância do apreender o novo.
Infância serena que não tarda a voltar!
Es o Ciclo da tua essência e da natureza da tua vida.
E a maior idéia de ARGOLA que te desejo
é a que o mundo na sua sabedoria puder lhe livrar.
Meu amigo e doce ex-seminarista.
De quantas esquinas esguias e sombrias quer esta tua alma fugir?
Na virtual e cibernética relação com os teus versos estas fixado.
A caso te alimentas das palavras e a elas tão somente do que ainda resta de Ti.
Quantas mãos negastes afago espontâneo ou calculado como quem não tem por que tocar ternamente em alguém.
Por que vigiar teu vigia já que não cansa de te vigiar?
Este é teu máximo esforço humano: o de se conter ou patrulhar.
Pobre prisioneiro de si mesmo onde nenhum gesto nasce espontâneo!
Nem as covinhas do seu seco sorriso tão pouco as rugas do teu crânio!
Ciclo vicioso dos que já perderam a espontaneidade. São Mármores ou Carraras...
Calculas em conta-gotas todos os líquidos sorvidos de tua fronte?
Quanto de tua emoção foi excretado?
Sabes a fibra que tem com a ponta de teu lápis-punhal?!
-às vezes és a própria Seca, noutras o Temporal.
Arde a tua pinimba implicante
com tudo és crítico-militante!
Não teme nem a mudança e os fenômenos naturais.
Tua vida é tão sem esperança...
Fique em paz, com a tua criança e reaprenda a deixá-la brincar!
Nas lembranças do pródigo menino
reside o gosto apurado pelas letras,
pelo luzir das idéias da consciência das necessidades do mundo.
Tu és luz contrastada na penumbra desta vida mal revelada onde o poeta não esconde sua tês azulante.
Branca e translúcida a tes do poeta
desvelada e arrogante.
Parece que teme ser decifrado por qualquer ser
que julgas repugnante.
Escreves para não morrer mas morres a cada instante.
E daqui de dentro de mim, vendo tudo me causa desconforto impotente.
Queria dizer-te simples e honestamente que tudo no universo deve se harmonizar.
Nem a tua cética visão materialista e fria sobrevive sem o que é puro e espontâneo no meu modo de pensar.
Parece que as lentes grossas de teus óculos parecem impedi-lo de enxergar
que na ternura da amizade reside um respeito e uma certa arte de contemplar.
Em teu universo pessoal, sinto-me invasora ou ser repugnante.
Pena, sou só uma amiga a querê-lo ajudar.
Ah... este cheiro de mofo, este cheiro de urina, este aroma de café coado na hora pela figura negra e feminina.
Isto parece aristocrático demais para ser o homem que leio.
Isto é pouco, solitário e feio.
Vem a bandeja co as xícaras enebriantes.
Aquela fumaça trás em mim outro desejo.
De gole em gole
Meu hálito fica amargo e resistente.
Percebo tuas mãos enérgicas e cheias de crença
não há espaço para sutilezas e ternura nesta tua vida que transpira amargura.
Deus... a hora se arrasta.
A humanidade neste milênio terá que desfazer os nós de tuas argolas!
Alguns cegos outros apenas embaraçados
Mas que tentam agonizar solução pacífica para as nossas buscas.
Argolas, ora-bolas!
Aqui neste ensaio poético são só Farolas
Dos homens sem cartolas com dores nas bolas e
das mulheres sem calcinhas e sutiãs – nuas até da consciência do papel que
representam na tua cama de pregos forrada de cetim amarelo.
Tire de teus versos a foice e o martelo e de teus amores está amargura sem fim!
Buscas a quem não amas atirando em que não desejas prender.
No fundo, para mim, argolas são alianças.
São desejos de vida mansa compartilhada desde criança
com o teu ideal de mulher que hoje é refletido por ti, no espelho do teu toucador.
Ser amiga de um intelectual tão especial é bom mas também nos causa dor.
Com muito carinho da sempre amiga, Kátia da Luz
Para Álvaro Mendes (Jornalista e Poeta)
Máscaras
Máscaras são falas
Que calam no canto
Da alma
Máscaras tão calmas
Quando angustiantes.
Inocentes quando úteis
Ao sistema que as fabrica
Máscaras tão caras!
Fúteis e fósseis.
Máscaras dantescas
Anagramas, esfinges
E mortas:
Tão cheias de vida.
Kátia da luz.